Medicina preventiva no trabalho - AGSSO
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Medicina preventiva no trabalho

17 jul Medicina preventiva no trabalho

Matéria publicada em junho de 2015

Matéria publicada em junho de 2015

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Dentro de 20 anos, a expectativa de vida do brasileiro deverá subir de 75 para 81 anos. É diante desse panorama que a Associação de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional (AGSSO) faz um alerta sobre a necessidade de criar mecanismos para reduzir as despesas que o país e seus cidadãos terão com saúde.

“O Brasil tem hoje 50 milhões de trabalhadores registrados em carteira que passam, por obrigação legal, por avaliações dentro de programas de medicina do trabalho. A incorporação de exames simples e baratos, como glicemia, colesterol e urina, podem ajudar a identificar ainda no início algumas das doenças que mais afetam a população, evitando grandes dispêndios no futuro”, assinala Januário Micelli, presidente da entidade.

Ele salienta que a segurança e saúde organizacionais já provaram sua eficácia na redução de doenças do trabalho: segundo dados da Previdência, foram 15.226 registros em 2013 contra quase 37 mil em 1996, sendo que o numero de pessoas empregadas cresceu significativamente nesse período.

“Importante lembrar que estamos falando de despesas que recaem sobre o orçamento tanto do governo, como das empresas, que perdem com gastos maiores com planos de saúde, com o absenteísmo e a perda de produtividade ocasionados pelas doenças crônicas”, acrescenta, lembrando que a diretriz da OIT – Organização Internacional do Trabalho é ampliar o foco da Medicina do Trabalho, saindo de aspectos meramente ocupacionais para discussão do atendimento integral e integrado da saúde.

A associação defende o avanço na legislação para definir de forma mais clara quais exames os trabalhadores precisam fazer regularmente. “Hoje existe conhecimento, tecnologia e custos competitivos para isso”, afirma Paulo Zaia, vice-presidente da AGSSO.

Ele cita o exemplo do Japão, onde, entre 1992 e 2010, o aumento nos diagnósticos foi de 60%, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar local, o que indica o potencial da medicina ocupacional para identificar precocemente e favorecer o tratamento mais econômico e eficaz dos males que acometem uma sociedade que envelhece.  “À medida em que a população fica mais grisalha, todos precisam se adaptar. A medicina do trabalho está pronta para isso”, sintetiza Zaia.

Eliane Aere, diretora da AGSSO, chama a atenção para a necessidade da abordagem prevencionista uma vez que o modo de vida atual, notadamente o urbano, e a maior longevidade levam à maior incidência de doenças crônicas.

“A falta de diagnóstico ou o diagnóstico tardio comprometem a qualidade de vida das pessoas e oneram o sistema de saúde. A medicina do trabalho é uma ferramenta fundamental para melhorarmos a vida das pessoas e reduzirmos as despesas de saúde das empresas e do governo”, sintetiza Eliane.

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